Consultoria

Revista Informédica, 2 (7), 17, 1994


Gostaria de saber se existe uma maneira "científica" de calcular a capacidade de armazenamento do microcomputador que pretendo adquirir para informatizar minha clínica. (Dr. Alexandre Aguiar, São Paulo, SP)
Escolher o tipo, ou até mesmo a marca do computador a ser adquirido para a clínica não é suficiente para assegurar um bom resultado. E por que ?

Em primeiro lugar, é muito grande a diversidade de modelos disponíveis no mercado, e os fabricantes e revendedores nem sempre dão informações completas ou inteiramente confiáveis sobre as máquinas existentes. Em segundo lugar, os computadores podem ser adquiridos em diferentes configurações, ou seja, com diversas capacidades de memória, velocidade, número e tipo de periféricos e de interfaces, inúmeros opcionais, etc. A escolha da configuração inicial é crucial para que o sistema de informatização da clínica funcione eficientemente e sem problemas. Por último, é preciso saber que, embora o sistema inicial implantado na clínica possa ser adequado durante um determinado tempo, a expansão das atividades, dados a serem armazenados (pacientes novos), etc., logo poderá causar uma crise de insuficiência técnica. Na escolha do computador deve-se também levar em consideração a possibilidade de expansão do equipamento, sem que haja a necessidade de troca freqüente por outros modelos. Normalmente, pelo desejo (natural) de se gastar o menos possivel, acaba-se comprando uma configuração inferior às necessidades, e o computador para nada servirá. O erro inverso também pode ocorrer, embora menos freqüentemente: o de comprar uma máquina de capacidade e sofisticação desnecessárias para a automação do consultório ou clínica.

Os parâmetros da escolha

A conclusão de tudo o que foi dito acima é que existe um passo que precede todos os outros: é o de dimensionamento do problema a ser resolvido. Este dimensionamento exige, como foi enfatizado no primeiro artigo da série, um bom conhecimento da realidade passada, presente e futura da clínica a ser computadorizada. E-xistem diversas metodologias de dimensionamento, mas praticamente todas procuram levantar inicialmente os aspectos quantitativos da operação da clínica, tais como:

É bastante comum que o profissional clínico (ou até mesmo seu administrador) não tenha dados precisos ou idéias claras a respeito das dimensões acima. Sem eles, entretanto, fica difícil dimensionar adequadamente o sistema, e portanto, otimizar uma solução computacional. O dimensionamento de um sistema é uma tarefa normalmente especializada; que se aprende nos cursos de Análise de Sistemas. Existem diversas metodologias e técnicas para especificação de sistemas (como é denominado o problema mais geral), cuja descrição pode ser encontrada em livros técnicos.

Para os que estiverem interessados em conhecer em mais detalhes a metodologia de dimensionamento, inclusive com um exemplo prático, recomendamos o artigo abaixo.

Sabbatini, R.M.E. - Como dimensionar um sistema para a clínica. Revista Brasileira de Informática em Saúde, 1(5): 34-35, 1988.


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